"Deus não será maior se o respeitas, mas tu serás maior se o servires. " Santo Agostinho

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ANTIGO TESTAMENTO - PENTATEUCO

           O Antigo Testamento é uma coleção de 46 livros onde encontramos a história de Israel, o povo que Deus escolheu para com ele fazer uma aliança. 
           Mostra como esse povo se comportou em relação a Javé, e qual é o projeto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo. Israel foi um povo escolhido, diferente, justamente porque estava encarregado de realizar esse projeto de Deus. Esse projeto aparece bem claro nesses livros: considerar só Deus como o Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a liberdade e a vida. Vendo como Israel foi fiel ou não a esse projeto e como Deus agiu no meio dele, poderemos nos aproximar com mais compreensão da outra parte da Bíblia, o Novo Testamento.
           O Antigo Testamento está subdividido em 04 (quatro) partes: Pentateuco, Livros Históricos, Livros Sapienciais e Livros Proféticos. Agora vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma destas partes e seus Livros, na ordem Bíblica. esta ordem dos livros não é histórica, mas lógica.

PENTATEUCO

Pentateuco é uma palavra derivada do grego e significa cinco livros. Essa palavra é usada para indicar os cinco primeiros livros da Bíblia. Os Judeus o chama de Torá, que significa Lei.
Nesses cinco livros encontramos histórias e leis que foram postas por escrito durante seis séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições antigas e criando novas. Tanto as histórias como as leis giram em torno de um centro: o ato libertador de Deus no êxodo, que é o ato fundante do povo de Israel.

1º Livro - GÊNESIS 

           Gênesis significa nascimento, origem. No livro podemos distinguir duas partes:
I Parte - Origem do mundo e da humanidade: Os dois primeiros capítulos narram a criação do mundo e do homem por Deus. São duas composições que procuram mostrar o lugar e a importância do homem e da mulher dentro do projeto de Deus: eles são o ponto mais alto e o centro de toda criação. Feitos à imagem e semelhança de Deus, possuem o dom da criatividade, da palavra e da liberdade. Os Capítulos 3-11 mostram a história dos homens dominada pelo mal e, ao mesmo tempo, amparada pela graça. Não se submetendo a Deus, o homem rompe a relação consigo mesmo, com o irmão, com a natureza e com a humanidade, reduzindo a história ao caos (dilúvio) e a sociedade a uma confusão (Babel).
Adão e Eva

Torre de Babel
Arca de Noé (Dilúvio)


II Parte - Origem do Povo de Deus: Nesta parte encontramos a história dos patriarcas, as raízes do povo que, dentro do mundo, será o portador da aliança entre Deus e a humanidade. O início da história do povo de Deus é marcado por um ato de fé no Deus que promete uma terra e uma descendência.  A promessa de Deus cria uma aspiração que vai pouco a pouco se realizando em meio a dificuldades e conflitos. A missão de Israel é anunciar e testemunhar o caminho que leva a humanidade a descobrir e viver o projeto de Deus: ter Deus como único Senhor, convier com as pessoas na fraternidade, e repartir as coisas criadas, que Deus deu a todos.
           Os grandes patriarcas que deram origem ao povo de Deus são:
ABRAÃO
           O primeiro dos patriarcas de Israel, nascido em Ur, chefe de um clã arameu, na Caldéia, que emigrou para Canaã. Um dos personagens mais importantes das religiões judaica, islâmica e cristã, pois representa para todas elas a transição da idolatria para a crença em um só Deus verdadeiro, e que segundo a Bíblia, no Gênesis, viveu cerca de 175 anos e foi o pai de Isaac. 
           Quando Abraão e Sara, sua esposa já eram anciãos, nasceu-lhes Isaac, o herdeiro das promessas divinas. Deus pôs à prova a fé do patriarca ordenando-lhe que sacrificasse Isaac, ao que Abraão obedeceu prontamente. Um anjo, no entanto, deteve a mão de Abraão e substituiu o menino por um cordeiro, enquanto Deus prometia novamente a Abraão uma descendência que se multiplicaria como as estrelas do céu e como a areia que está na beira do mar. 
           Abraão representa não apenas a origem de um povo eleito por Deus para renovar a humanidade, mas também o homem justo, profundamente fiel, cuja lealdade a Deus chegaria ao ponto de sacrificar o filho em obediência à ordem divina.

ISAAC


           Isaac casou-se com sua bela prima Rebeca, que foi sua única esposa. Ele orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações. E o Senhor disse a Rebeca: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor (Gênesis 25;23). Rebeca assim, teve dois filhos, Jacó e Esaú. .




JACÓ

Esaú e Jacó
           Jacó, filho de Isaac e neto de Abraão, desde o ventre de sua mãe vivia em conflito com seu irmão Esaú "Quando chegou o dia do parto, Rebeca teve gêmeos. O primeiro saiu: era ruivo e peludo como um manto de pêlos, e lhe deram o nome de Esaú. Em seguida, saiu seu irmão, com a mão segurando o calcanhar de Esaú, e lhe deram o nome de Jacó." (Gn 25, 24-25)

           O filho mais velho Esaú era o favorito do pai e teria o direito às bênçãos de Deus por ser o primogênito. Mas após Jacó ter enganado seu pai, que era muito velho e estava cego, se apresentou a Isaac como fosse seu filho mais velho e o enganou recebendo assim a bênção no lugar de seu irmão Esaú. Logo após os dois brigaram e ao se separarem, Jacó, o favorito da mãe, ficou sendo o herdeiro da tradição hebraica. Esaú por sua vez, daria início à história dos povos árabes.
           Apesar de tudo, Deus amava a Jacó e tinha um plano, um propósito, para sua vida. Fazer dele uma grande nação, abençoá-lo, engrandecer seu nome e torná-lo uma benção. Para isso Deus precisava vencer a velha natureza de Jacó, o velho homem cheio de frustrações e mentiras precisava morrer! Haveria a necessidade de um confronto. Jacó seria confrontado em todos os aspectos de sua vida.
           Assim, um anjo aparece a Jacó e os dois passam toda a noite lutando: o bem x o mal, o amor x o ódio, a paz x a guerra, a vida x a morte. Deus toca na coxa de Jacó. Jacó não deixa o Anjo ir sem abençoá-lo... Neste momento Deus muda o nome de Jacó (enganador) por Israel(Príncipe de Deus) !!!


           Jacó apaixona-se por Raquel, a pede em casamento, mas é enganado por seu sogro, Labão, assim caba casando-se com Lia, irmã de Raquel. Após anos de escravidão na casa do sogro, finalmente consegue casar-se com Raquel. Da relação com as duas esposas e suas escravas, Jacó tem 12 (doze) filhos, que formarão as doze tribos de Israel: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Neftali, Gad, Aser, Issacar, Zebulon, José e Benjamin.
           Destes talvez o mais conhecido seja José, que, por ser tido como o filho preferido de Jacó é vendido pelos irmãos, mas que ao fim se torna a salvação de todo o Egito e de sua família.


2º Livro - ÊXODO 

           A palavra Êxodo significa saída. O livro tem esse nome porque começa narrando como os hebreus saíram do Egito, onde eram escravos. O acontecimento se deu por volta do ano de 1250 A.C.
           A mensagem central é a revelação do nome de Deus verdadeiro: JAVÉ. O único Deus que ouve o clamor do povo oprimido e o liberta, para estabelecer com ele uma aliança e lhe dar leis que transformem as relações entre as pessoas. Daí surge uma comunidade em que são asseguradas vida, liberdade e dignidade.
           Essa aliança é afirmada em duas formas: princípios de vida (Decálogo) que orientam o povo para um ideal de sociedade, e leis (Código da Aliança) que têm por finalidade conduzir o povo a uma prática desse ideal nos vários contextos históricos.
           Moisés é um dos personagens bíblicos de grande destaque no Antigo Testamento. Sua importância está ligada à libertação do povo de Deus (os hebreus) da escravidão do Egito. Recebeu sua missão, libertar o povo de Deus da escravidão, ao aproximar-se da Sarça ardente, na qual o próprio Deus falou com ele.

Moisés e a sarça ardente


Travessia do Mar Vermelho
 

3º Livro - LEVÍTICO

           Levítico provém do nome Levi, a tribo de Israel que foi escolhida para exercer a função sacerdotal no meio do seu povo. Concorreram para a sua formação textos elaborados pelos sacerdotes através dos tempos: um ritual para os sacrifícios, um ritual para a consagração dos sacerdotes e critérios para distinguir o que é puro e o que é impuro.
           Este Livro trata das leis sobre o culto divino.


4º Livro - Números

           Este livro se chama Números porque começa com um grande recenseamento do povo hebreu no deserto.
           Para os hebreus, a saída do Egito foi uma lenta e penosa caminhada em busca de uma terra. Neste livro a caminhada se transforma em majestosa marcha organizada de todo um povo, como uma procissão ou um exército. As tribos de Israel estão todas presentes, formando os esquadrões de Deus, cada uma com o seu estandarte e avançando em rigorosa formação. No centro de tudo vai a arca da Aliança, que indica que, nessa caminhada, Deus está sempre no meio do povo.
Arca da Aliança
5º Livro - DEUTERONÔMIO - 

           A palavra grega Deuteronômio significa segunda Lei. Trata-se de uma representação e adaptação da Lei em vista da vida de Israel na Terra Prometida. A ideia central é que Israel viverá feliz e próspero na Terra se for fiel à aliança com Deus; se for infiel, terá a desgraça e acabará perdendo a Terra. Após relembrar o Decálogo, o livro mostra que o comportamento fundamental do homem para com Deus é o amor com todo o ser. A seguir, apresenta uma longa catequese, explicando o que significa viver esse amor em todas as circunstâncias da vida pessoal, social, política e religiosa. Essa catequese é apresentada sobretudo através das leis do Deuteronômio onde se procura ensinar ao homem como viver em sua relação com Deus, com as autoridades, com o outro homem, e até mesmo com os seres da natureza.


(Textos retirados de BÍBLIA SAGRADA: Edição Pastoral, 28. impressão. São Paulo: Paulus, 1998)


NO PRÓXIMO POST CONTINUAREMOS A ESCREVER SOBRE O LIVROS DO ANTIGO TESTAMENTO. AGUARDE!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA



Inicia-se o mês de Setembro, um mês carregado da alegria da primavera e como centro das atenções, nas comunidades, a Bíblia.
A Bíblia é o livro nosso de todo dia. Uma das marcas mais significativas das nossas comunidades, tem sido a recuperação da Bíblia como o livro da caminhada. São inúmeras as iniciativas para que a Palavra seja conhecida. Mesmo assim, é importante dedicar o mês de setembro, para intensificar o estudo e a celebração da Palavra de Deus, da Escritura Sagrada. É como se a primavera aflorasse os corações daquelas e daqueles que amam a Bíblia.
Esperamos que você, sua família e a comunidade possam percorrer essa aventura e continuar abraçando, com maior garra, esse processo de adesão ao projeto de Deus-Trindade. E assim, enfrentar criativamente os desafios e, com generosidade e perseverança, ser sementes proféticas de transformação.

(Texto adaptado de: http://www.paulinas.org.br/sab/mes-biblia.aspx)

VAMOS CONHECER UM POUCO SOBRE ESTE LIVRO TÃO IMPORTANTE NA VIDA DO CRISTÃO?


UM LIVRO ESCRITO EM MUTIRÃO

A Bíblia foi escrita por partes e em diversas etapas. Começou a ser escrita por volta do ano de 1250 a.C. - no tempo de Moisés - quando o faraó Ramses II governava o Egito. A última da Bíblia foi escrita no final da vida do evangelista e apóstolo São João, por volta do ano 100 d.C. Portanto, foram necessários 1.350 anos para a Bíblia ser escrita.

NO QUE FOI ESCRITA A BÍBLIA?

No tempo em que foi escrita não existia papel como hoje, muito menos impressoras. Assim que, a Bíblia foi escrita à mão, e em diversos materiais, como cerâmica, papiro e pergaminho.


CERÂMICA - conhecida como a arte mais antiga da humanidade. o barro servia para fazer desde vasos, até chapas, nas quais se escrevia. Muitos textos bíblicos foram escritos nesses "tijolos".







PAPIRO - planta originária do Egito. Nascia e crescia espontaneamente às margens do Rio Nilo, chegando até a altura de 4 metros. Do Egito o papiro passou para a Síria, Sicília e Palestina (onde foi escrita a Bíblia). Do papiro era feita uma espécie de folha de papel para nela se escrever. Seu caniço era aberto em tiras e prensado ainda úmido. Tais folhas eram escritas só de uma lado e depois guardadas em rolos. Daí que veio a palavra BIBLIA: a folha tirada do caule do papiro chamava-se BIBLOS.
Fabricação do Papiro
Folha de papiro


PERGAMINHO - feito de couro curtido de carneiro. Começou a ser usado como "papel" na cidade de Pérgamo (importante cidade da Ásia Menor), pelo rei Éumens II 200 a.C. . Os egípcios, com inveja da grande importância da biblioteca de Pérgamo, não quiseram mais vender papiro para os moradores daquela cidade, por isso, o rei se viu obrigado a usar outro material para a escrita, que foi a pele da ovelha. O pergaminho se espalhou rapidamente para outras regiões.





COMO A BÍBLIA ESTÁ DIVIDIDA E EM QUE LÍNGUA FOI ESCRITA


A Bíblia divide-se em duas (02) grandes partes: Antigo Testamento (AT) e Novo Testamento (NT).
ANTIGO TESTAMENTO - é formado por 46 livros escritos a.C. Todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico ou aramaico, menos o Livro da Sabedoria, I e II Macabeus e trechos dos Livros de Daniel e de Ester, que foram escritos em grego.
NOVO TESTAMENTO - formado por 27 livros que contam a vida de Jesus e a formação da Igreja. O Novo Testamento foi escrito em grago, menos o Evangelho de São Mateus que foi escrito em aramaico.
Portanto, a Bíblia é formada por 73 livros. Sendo 46 Livros do AT + 27 Livros do NT.
O hebraico era uma língua do Povo Hebreu ou Povo de Deus. Era especialmente religiosa;
O aramaico era uma língua usada no meio diplomático.
No tempo de Jesus já não se usava mais o hebraico e sim o aramaico.

Na Bíblia a palavra TESTAMENTO tem o sentido de ALIANÇA (ANTIGA ALIANÇA E NOVA ALIANÇA). Assim, toda a Bíblia gira em torno da Aliança que Deus fez com seu povo.

ALIANÇA - é um contrato muito especial. Um pacto de amor entre as pessoas. Um compromisso de fidelidade entre Deus e os homens.



No Antigo Testamento essa Aliança foi selada com um sinal invisível, gravada na pedra e selada com o sangue dos animais (Decálogo - Dez Mandamentos)

No Novo Testamento a Nova Aliança é gravada no Espírito e selada com o sangue de Jesus.

A Nova Aliança, ao contrário da Antiga que era feita somente com o Povo de Israel, é uma Aliança Universal, aberta a todos os homens que aceitam a proposta de salvação trazida por Jesus.
A Antiga Aliança é a promessa; a Nova é a sua realização. Cristo é a plena realização da Antiga e Novas Alianças. Ele é o "Alfa" e o "Ômega", o princípio e o fim de todas as coisas.

BÍBLIA, O LIVRO INSPIRADO POR DEUS


O principal Autor da Bíblia é DEUS. Os escritores sagrados (homens) registraram suas experiências de fé e de vida, inspiradas por Deus. Antes desses Livros serem registrados - TRADIÇÃO ESCRITA - tais experiências eram passadas oralmente de geração em geração -TRADIÇÃO ORAL.
"Toda a Escritura é inspirada por Deus
e útil para ensinar e para convencer, para corrigir
e para educar na Justiça, a fim de que o homem
de Deus seja perfeito e preparado para as boas obras."
(2 Tm 3,16-17)

HAGIÓGRAFO - aquele que escreve a Palavra de Deus. Ele é inspirado pelo Espírito Santo.
Quando se fala em Livros Inspirados, entenda-se aqueles Livros que formam a Bíblia Sagrada. São os 73, reconhecidos oficialmente pela Igreja como tais. São chamados Livros Canônicos.
LIVROS APÓCRIFOS - são os Livros não inspirados. Também não quer dizer que sejam falsos. São até piedosos e edificantes. Seus escritos estão misturados com lendas e muita imaginação. Não fazem parte dos Livros Canônicos.

(Texto retirado de apostilha elaborada pela Paróquia Imaculada Conceição da Vila Resende)

NO PRÓXIMO POST CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE  O NOVO TESTAMENTO

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CONVITE


A Pastoral da Crisma convida todos os jovens de Monteiro e cidades vizinhas para participarem do III ENCONTRÃO DOS JOVENS, realizado pelas irmãs Lourdinas.

Em seu terceiro ano de realização, o evento traz como tema este ano: "O Senhor nos chama e nos envia à Missão".

Todos estão convidados a comparecer, será neste domingo, dia 28/08, a partir das 8h da manhã, na Quadra do Colégio Nossa Senhora de Lourdes/ Monteiro-PB e terá a participação do Padre Edson Rodrigues.

Vocação é um chamado do Senhor. É Deus quem chama e envia. A iniciativa é toda de Deus.
Deus quando chama, Ele leva em conta toda a sua pessoa, a começar pelo nome, passando pela sua família e pela sua história. Nada fica de lado em sua vida.

Quando Deus chama, Ele mesmo o capacita para aquilo para o qual está o chamando. Por isso, não precisamos ter medo porque a iniciativa é toda do Senhor. A nossa parte é responder dizendo “sim” e nos colocando inteiramente à disposição d’Aquele que nos chama.
“Não fostes vós que me escolhestes mas eu vos escolhi e vos designei para que vades e produzais frutos e o vosso fruto permaneça” (Jo 15,16). 
 (texto adaptado de: <http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=10901>, em 26/08/2011)



domingo, 7 de agosto de 2011

INSCRIÇÕES ABERTAS


PASTORAL DA CRISMA

INSCRIÇÕES ABERTAS

DE TERÇA A SEXTA
HORÁRIO: 19H30 ÀS 21H
LOCAL: SALÃOZINHO, ACIMA DA GARAGEM DA CASA PAROQUIAL

NO ATO DA INSCRIÇÃO SE PEDE:
DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO (IDENTIDADE OU REGISTRO DE NASCIMENTO)
TAXA: R$ 10,00

PRÉ REQUISITO BÁSICO : TER 14 ANOS COMPLETOS DURANTE O ANO DE 2011.

NÃO É NECESSÁRIO SER BATIZADO OU TER A 1ª EUCARISTIA, POIS O JOVEM PODERÁ RECEBER ESTES DOIS SACRAMENTOS DURANTE A PREPARAÇÃO DA CRISMA.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

São Paulo Apóstolo


      Nasceu em Tarso, era judeu e cidadão romano. Perseguidor das primeiras comunidades cristãs, foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão. Quando perseguia cristãos, a caminho de Damasco, apareceu-lhe Jesus Ressuscitado, transformando-o. Desde então, sua vida foi viajar pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição. 
      A conversão é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra-nos o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no "Apóstolo Paulo" por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e, ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". 

     Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena entre todas comovente, descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e Filho do Homem, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo. 
     Percorreu a Ásia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs.

     Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, devemos ao nosso Patrono, que se alto denomina "servo de Cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. Jamais apareceu outro homem sobre a terra que fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo, presente na História, como também, presente em nossa própria existência. Foi Paulo quem o fez de maneira insuperável. 

     Apóstolo sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67. Festas litúrgicas - Duas solenidades comemoram São Paulo. A primeira, a 25 de janeiro (data em que foi fundada a Cidade de São Paulo no ano de 1554, daí a origem do nome da capital paulista) , foi instituída na Gália, no século VIII, para lembrar a conversão do Apóstolo e entrou no calendário romano no final do século X. A segunda, lembrando o seu martírio - a 29 de junho - juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi inserida no santoral (livro dos santos da Igreja Católica) muito antes da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três Missas.
     A primeira na basílica de São Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de são Sebastião, onde as relíquias dos dois Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da vigília. Depois da Virgem Maria, são precisamente os Apóstolos Pedro e Paulo, juntamente com São João Batista, os santos comemorados mais freqüentemente e com maior solenidade no ano litúrgico.
     Por muito tempo se pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano 67, Pedro na Colina Vaticana e Paulo na localidade agora denominada Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue. Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos. 

     São Pedro e São Paulo de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos do novo breviário fala de Roma que foi "fundada em tal sangue". A palavra e o sangue são a semente com que os Apóstolos Pedro e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a Roma cristã e a Igreja.

(Texto adaptado de http://www.e-biografias.net/biografias/sao_paulo.php)

São Pedro


      São Pedro, cujo nome de nascimento era Simão, nasceu em Betsaida, na Galiléia. Filho de Jonas, era pescador e casado. André, seu irmão, encontrou Jesus e comentou com Pedro a respeito do Messias. Simão quis conhecer Jesus, e este o elegeu como um de seus escolhidos, trocando seu nome para Pedro, que significa pedra, rocha. A partir deste dia, Pedro deixou de ser pescador de peixes para se tornar pescador de homens.
      Pedro tinha um temperamento impulsivo, mas uma imensa generosidade e um grande amor ao Mestre. E Jesus coloca-o em evidência sempre, marcando-o como o futuro chefe da Igreja. Em Cesaréia de Filipe, Jesus diz a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus, e tudo que ligares sobre a terra será ligado também no céu, e tudo que desligares na terra será também desligado no céu”. (Mt.16 13-20).

      Depois da ressurreição, Jesus aparece pela terceira vez aos seus discípulos, junto ao mar de Tiberíades. Após terem comido, Jesus dirige-se a Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros?” Ele respondeu: ´Sim, Senhor, tu sabes que te amo`. Ele lhe disse: “Apascenta os meus cordeiros”. E por três vezes Jesus faz a mesma pergunta e lhe ordena para que pastoreie seus cordeiros (Jo,21,15-17). Era a investidura oficial a Pedro para ser o vigário de Cristo, o pastor supremo do rebanho do Mestre.
      Os primeiros 10 capítulos dos Atos dos Apóstolos descrevem a atuação marcante do apóstolo Pedro, o grande líder da comunidade cristã após a morte de Jesus. Integra Matias ao colégio dos Apóstolos para substituir Judas; faz o primeiro discurso no dia de Pentecostes, convertendo 3 mil pessoas; e realiza o primeiro milagre, curando o homem coxo. Também é ele o primeiro a ser preso como responsável pela nova religião e quem convoca o primeiro concílio dos apóstolos, tomando a palavra no conclave.
Segundo a tradição, mais tarde Pedro foi para Antioquia, onde permaneceu sete anos na direção da Igreja, e de lá seguiu para Roma, onde permaneceu até a morte, em 29 de junho do ano 67 d.C, quando foi crucificado de cabeça para baixo por não se achar digno de morrer como o seu Mestre. Foi sepultado onde hoje está a maior igreja do mundo: a Basílica do Vaticano.
      São Pedro, o Apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi Apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro Papa.
      Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho, com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.
      Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra suas portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las, dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".
      No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.


A festa de São Pedro

      Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos; porém, a noite de 29 de junho não é tão empolgante quanto a animação verificada na festa de São João.
      Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.
      Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.

(Retirado e adaptado de: http://www.cantodapaz.com.br/blog/2007/02/21/sao-pedro-pescador-apostolo-e-primeiro-papa/ e http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diajunino6.html)